Ela sente que tudo em ser redor, se transforma, cresce, multiplica, segue o seu rumo. Mas olha para a sua vida e vê-a como algo estagnado, preso ao tempo e a um lugar. Vê os amigos na universidade, a sair, com namorados e sente-se presa á sua humilde e simples vida. Como se nada lhe acontecesse. Os dias transformam-se num simples passar de tempo. Passa o dia sem fazer nada e a pouca vida social que tinha, desaparecera. Sente-se constantemente com frio. Nem o pijama de Inverno e os cobertores são suficientes. Parece que o frio já está entranhado no seu ser e não faz ideia de sair tão cedo.
Sente-se sozinha. Perdida no seu pequeno mundo. Como se ninguém nota-se que ela está ali. Como se de repente, se tivesse tornado invisível. Passando pela vida dos outros, sem que ninguém desse por isso. Sente-se frustrada consigo mesma. Problemas familiares. Problemas financeiros. Problemas amorosos. Tudo acontece em simultâneo e o seu pequeno mundo, está prestes a ruir. Quer ter uma família, mas olha para o futuro, como algo demasiado distante, e até, inalcançável. Sente-se a retroceder, a diminuir.
"É só uma criança, tímida e anti-social que não sabe nada da vida", pensam eles. Ela precisa de ajuda, precisa de uma mão, uma corda que a tire daquele sítio, o mais depressa possível. Mas eles não percebem, só precisam dela quando não estão bem, e mesmo assim, ela consegue arranjar força para ouvi-los e apoiá-los. Ela é capaz de tudo por eles, mas eles não sabem. Não têm noção e se calhar nunca vão ter, porque a "criança", está prestes a bater no fundo e quando isso acontecer, e eles se aperceberem, a corda será curta demais e ela ficará eternamente naquele lugar.
Sente-se sozinha. Perdida no seu pequeno mundo. Como se ninguém nota-se que ela está ali. Como se de repente, se tivesse tornado invisível. Passando pela vida dos outros, sem que ninguém desse por isso. Sente-se frustrada consigo mesma. Problemas familiares. Problemas financeiros. Problemas amorosos. Tudo acontece em simultâneo e o seu pequeno mundo, está prestes a ruir. Quer ter uma família, mas olha para o futuro, como algo demasiado distante, e até, inalcançável. Sente-se a retroceder, a diminuir.
"É só uma criança, tímida e anti-social que não sabe nada da vida", pensam eles. Ela precisa de ajuda, precisa de uma mão, uma corda que a tire daquele sítio, o mais depressa possível. Mas eles não percebem, só precisam dela quando não estão bem, e mesmo assim, ela consegue arranjar força para ouvi-los e apoiá-los. Ela é capaz de tudo por eles, mas eles não sabem. Não têm noção e se calhar nunca vão ter, porque a "criança", está prestes a bater no fundo e quando isso acontecer, e eles se aperceberem, a corda será curta demais e ela ficará eternamente naquele lugar.
As fotografias são apenas folhas de papel; as músicas, sons aleatórios. A cada dia que passa, perde mais uma parte de si. Tem dificuldades em dormir, e nas poucas horas que os seus olhos fecham, todas as memórias e recordações guardadas numa caixinha de onde nunca deveriam sair; decidem invadir-lhe os sonhos e deixá-la viver num mundo de ilusão e felicidade efémera. Um sítio onde a ficção se torna realidade. Mas a desilusão não demora a acontecer, quando os seus olhos se abrem e depara-se com o quarto de sempre, na companhia de sempre. A sua.
Ao acordar e constatar tal situação, entra em "modo de sobrevivência", onde só se levanta para se alimentar e pouco mais. Sente-se inútil. Quer fazer algo, mas sente-se sem força para tal.
O seu horizonte deixou de ser aquela linha que via quando olhava para a imensidão do mar, agora é a estrada que consegue ver pela janela. Ser capaz de se levantar e a alcançar, já é uma vitória. Falando em mar, tem saudades de se sentar á beira-mar e inspirar a sua brisa. Tem um efeito calmante. Como se fosse um doente que se encontra muito inquieto e precisa de levar uma injecção para se acalmar; ela acredita que o efeito dessa injecção, é o mesmo que o mar tem nela.
Lê muito. Mesmo que sejam apenas romances, fazem-na imaginar um mundo diferente do seu e adora essa sensação. Mesmo que sejam só páginas que posteriormente a possam fazer derramar algumas lágrimas, quando descobrir que alguém morreu, que alguém nasceu ou na existência do amor verdadeiro; é incapaz de deixar um livro pela metade. Sabe que precisa do mesmo tipo de coragem para continuar e folhear o livro da sua vida, até ao fim. Precisa de coragem para seguir para a outra página, a seguinte e a posterior, sem medo do que possa acontecer. Precisa de força, para não deixar esse livro a meio. Precisa de saber o final, na altura certa, sem apressar algumas páginas. Precisa de seguir, linha á linha até ao ponto final, antes que o fundo do poço, esteja á distância de poucos centímetros da sua cabeça.
Mesmo sabendo que o mais provável é que isso aconteça, ainda tem esperança de que alguém repare nela e a ajude. Que seja capaz de a tirar de lá, tapar o poço e não a deixar cair mais nenhuma vez. Um apoio seguro, forte, em que possa confiar; alguém que lhe dê a atenção que precisa, que esteja disponível para ela.
Deixou de acreditar em felicidade eterna, mas acredita em momentos felizes. Sufocada pela solidão, anseia pelo próximo momento...
Ao acordar e constatar tal situação, entra em "modo de sobrevivência", onde só se levanta para se alimentar e pouco mais. Sente-se inútil. Quer fazer algo, mas sente-se sem força para tal.
O seu horizonte deixou de ser aquela linha que via quando olhava para a imensidão do mar, agora é a estrada que consegue ver pela janela. Ser capaz de se levantar e a alcançar, já é uma vitória. Falando em mar, tem saudades de se sentar á beira-mar e inspirar a sua brisa. Tem um efeito calmante. Como se fosse um doente que se encontra muito inquieto e precisa de levar uma injecção para se acalmar; ela acredita que o efeito dessa injecção, é o mesmo que o mar tem nela.
Lê muito. Mesmo que sejam apenas romances, fazem-na imaginar um mundo diferente do seu e adora essa sensação. Mesmo que sejam só páginas que posteriormente a possam fazer derramar algumas lágrimas, quando descobrir que alguém morreu, que alguém nasceu ou na existência do amor verdadeiro; é incapaz de deixar um livro pela metade. Sabe que precisa do mesmo tipo de coragem para continuar e folhear o livro da sua vida, até ao fim. Precisa de coragem para seguir para a outra página, a seguinte e a posterior, sem medo do que possa acontecer. Precisa de força, para não deixar esse livro a meio. Precisa de saber o final, na altura certa, sem apressar algumas páginas. Precisa de seguir, linha á linha até ao ponto final, antes que o fundo do poço, esteja á distância de poucos centímetros da sua cabeça.
Mesmo sabendo que o mais provável é que isso aconteça, ainda tem esperança de que alguém repare nela e a ajude. Que seja capaz de a tirar de lá, tapar o poço e não a deixar cair mais nenhuma vez. Um apoio seguro, forte, em que possa confiar; alguém que lhe dê a atenção que precisa, que esteja disponível para ela.
Deixou de acreditar em felicidade eterna, mas acredita em momentos felizes. Sufocada pela solidão, anseia pelo próximo momento...



